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Sobre ruas marcantes, seja sincera e o fim do amor

Lu Days


Você achou que esse seria mais um texto para explicar alguma metáfora? Você está quase certo então, leitor. A gente já tem tempo juntos o suficiente para saber que eu não sou boa com crônicas, mas dessa vez eu juro que vou tentar. Me dá uma chance?



Você achou que esse seria mais um texto para explicar alguma metáfora? Você está quase certo então, leitor. A gente já tem tempo juntos o suficiente para saber que eu não sou boa com crônicas, mas dessa vez eu juro que vou tentar. Me dá uma chance?


Acho que todo mundo já ficou sabendo que o duradouro e poético namoro entre Joe Alwyn e Taylor Swift chegou ao seu doloroso fim. Apesar das inúmeras alegações de que tem caroço nesse angu, os tablóides afirmam que eles são amigos e que tudo está bem quando acaba bem. Eu tenho minhas dúvidas, mas esse não é um texto sobre fofoca (mas se você quiser fofocar corre lá na DM do meu instagram).


Enfim, no dia em que completamos uma semana da separação de nossos amados compositores da maioral Exile, eu assisti a um curta-metragem produzido por uma galera super talentosa da minha cidade, Maré Studios. Seja Sincera nos leva ao exato momento em que Ágatha se apaixona por Brenda e a partir daí acompanhamos o desenrolar dessa bonita relação até o seu triste fim.



Na hora que o filme terminou eu pensei, bem isso é Cornelia Street! Obviamente que eu ainda estou sensibilizada pela situação de Taylor, já que ela escreveu inúmeras vezes sobre o amor imortal que gostaria de viver com Joe (ou William Bowery, mas idealização é assunto para outro post), entretanto o relacionamento acabou.


Contudo, um amor Cornelia Street é imortal pelas memórias. Para quem não sabe, a música que estou me referindo é um recorte do relacionamento de Taylor e Joe, quando a cantora alugou uma casa na rua Cornelia e viveu lá os primeiros momentos de seu amor. Na composição ela conta sobre uma das primeiras brigas do casal e como o fato de ele não tê-la deixado ir embora foi decisivo para que o amor crescesse ainda mais.


Lembrei de Cornelia Street quando terminei de assistir Seja Sincera porque o casal do filme tem como plano de fundo vários locais bem conhecidos da cidade. Lugares onde o amor cresceu e as preencheu.


Os versos mais marcantes de Cornelia Street são “espero que eu nunca te perca, espero que isso nunca acabe. Eu nunca andaria pela rua Cornelia novamente. Esse é o tipo de decepção que o tempo nunca vai consertar.” E é aqui que eu começo a fazer a coisa que mais gosto, isso mesmo, explicar metáforas.



A rua Cornelia é sim uma rua marcante, como todos os lugares que Ágatha e Brenda visitaram no início do relacionamento, mas também é um sentimento. E eu acredito que a gente ama diversas vezes na vida, de maneiras diferentes e como se fosse a primeira vez. Só que sempre tem aquele amor Cornelia Street.


Quando acaba você sabe que nunca vai conseguir amar daquele jeito e nem passar pelos mesmos lugares onde viveu momentos incríveis com a pessoa em questão.


Eu já falei que a gente não conhece todos os tipos possíveis de amor na minha resenha do livro de Alice Oseman, o Sem Amor. Mas acredito que isso que falei acima vale para todos os tipos de amor. E não me venha com “aí Lu, mas você é ace” que isso é muito mal educado da sua parte leitor!


Bom, esse texto está enorme então eu vou concluir com o fim. O fim do amor. Muito tem se falado que é uma pena que o amor poético de Taylor e Joe não deu certo e não foi para sempre. Acabei percebendo, ao assistir Seja Sincera, o que tanto me incomoda nessa concepção de “não deu certo”.


Na verdade, deu certo sim. Eles tiveram uma enorme e belíssima obra juntos e viveram momentos felizes por seis anos. Eles ganharam um Grammy. Compuseram algumas das melhores músicas da época da pandemia.


O amor não é ruim só porque acaba. O amor não deixa de ser eterno só porque houve separação. Nós não somos imortais, então já deveríamos saber que tudo um dia acaba.


 



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